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quarta-feira, 6 de abril de 2011

Acordo...

A vida não me sabe bem.

Tu deixaste de me amar...pelo menos como outrora.
Não tenho o teu beijo matinal
O teu abraço que fazia milagres.
Estou só. Sem ti.
Os problemas crescem no trabalho. A falta de motivação também.
As pilhas de roupa para lavar, passar (e coser) não param de crescer. Vontade zero.
O meu corpo não responde com a mesma rapidez com que luto para emagrecer. Frustração total.
Não tenho roupa decente para vestir.
A que tenho fica-me horrivel.
O meu carro continua a pedir que o lavem e aspirem. Os pneus exigem ser mudados.
A casa precisa de obras e reparações urgentes. E tenho que ser eu a resolver, embora não tenha forças e vontade para nada.
As noticias sobre a crise e a eventual entrada do FMI no nosso país deixam-me deprimida e sem esperança no futuro.
É preciso pensar no jantar. Agradar a 3 pessoas - sim, porque eu já não sei o que é jantar - e ainda ter forças para o fazer, quando a vontade era dormir, dormir, dormir...
Eu sei que o sol brilha lá fora.
Eu sei que tenho o calorzinho das princesas. O seu incondicional amor.
Mas falta-me o teu para ter forças.
Eu preciso do amor dos 3. Sempre fomos 1 só, no meu coração. E faltas lá tu.
Volta, amor.

domingo, 3 de abril de 2011

Hoje

Eu percebi que tenho andado iludida.
Eu percebi que não restou nada.
Chorei muito. Deitei para fora tudo que me faz sofrer. Tudo o que me magoa.
E tu dizias: Agradeço-te que me deixes trabalhar em paz!
Mas eu exigia conversar. E tu mostravas-te indiferente. Frio. Agressivo.
Ameaçaste que se eu não me calasse me mandarias dois berros e que isto vai acabar mal!
Mas eu fui persistente e continuei a dizer-te o quanto me magoavas. O quanto eu te amava.
Disseste: Vai-te embora daqui que estás a fazer-me dores de cabeça e eu preciso trabalhar. E desculpa mas não te posso ajudar!
Depois disseste para não ter esperanças.
Que não esperasse mais nada de ti.
Doi tanto.
Como te odeio por me dizeres isto desta maneira tão fria.
Eu sei que tenho excesso de peso - e tu hoje disseste que eu estava mais magra - eu sei que não sou bonita, eu sei que não sou perfeita. Mas caramba, eu tenho sido uma companheira exemplar. Tu sabes o quanto me dedico a ti e ás princesas. Que podem contar sempre comigo. Que vos amo. Que vos apoio. Que vos dou colo. Que vos mimo. Que vos surpreendo.
E o que recebo em troca?
Um valente coice. Sem dó nem piedade.
E depois dizes-me que acabou mas ficaremos amigos.
Amigos? Fantástico! Depois de te livrares de mim já podes ser meu amigo?
Pensando bem tens toda a razão. Depois da separação estão reunidas todas as condições para sermos amigos.
Já não terás que ver a minha cara todos os dias.
Já não terás que ouvir a minha voz.
Já não terás que te sentar á mesa comigo. Dormir na mesma cama.
Agora que (ainda) vivemos juntos não podemos ser amigos.
Não podes ser cordial comigo. Educado. Preocupado. Carinhoso. Amigo.
Mas se nos separarmos podemos criar uma amizade. Fantástico! Estou ansiosa por isso.
Viva a amizade!

E hoje dei comigo a pensar naquilo que vou perder se nos separarmos.
E depois de pensar eu cheguei á conclusão que não vou perder nada.
Apenas o homem que (ainda) amo.